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Sci Ani: amplificar a comunicação de investigação com animações de ciência

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Sci Ani: amplifying research communication with science animations Emma Feloy, Managing Director of Sci Ani

Prefácio: Na última entrevista sobre empresas que utilizam inovação para apoiar investigadores, perguntámos a Emma Feloy da Science Animated como é que a equipa amplifica a comunicação de investigação com animações simples e eficazes. Aprendemos que partilhar pesquisas através de meios visuais tem um enorme beneficio na aprendizagem e contenção de público, e que a combinação do núcleo simplificado dos resultados da investigação com representações criativas convida ao envolvimento com conceitos científicos. Como uma equipa de profissionais qualificados, a Science Animated liga a investigação aos espetadores de uma forma compreensível, acessível e que desperta a curiosidade!

Pode falar-nos um pouco sobre a Science Animated e como surgiu?

A Sci Ani é uma das marcas geridas pela Research Publishing International. Iniciámos a nossa atividade em 2016, com um começo bastante humilde – nos primeiros tempos, trabalhámos a partir de uma casinha no jardim do nosso fundador Simon! A ideia de animar a ciência e a investigação nasceu de um desejo de tornar a ciência acessível, apelativa e visualmente agradável. Passámos de apenas três a uma equipa dinâmica de mais de 40 pessoas, composta por assistentes editoriais, argumentistas, consultores técnicos e criativos, gestores de projetos, ilustradores, animadores e especialistas em redes sociais, que dão vida ao trabalho das pessoas sob a forma de animações. Também expandimos constantemente o nosso conjunto de serviços, de modo que agora podemos oferecer desde simples vídeos explicativos de quadro branco até arte 3D hiper-realista e realmente complexa. Estes últimos projetos são sempre apreciados pela nossa equipa!

Em 2022, fomos comprados pela Karger Publishers, o que nos ajudou muito enquanto empresa. Eles têm sido capazes de fornecer apoio e orientação em áreas fundamentais e temos aprendido muito desde então. As duas empresas são bastante diferentes em muitos aspetos, mas desde o início ficou claro que havia muitas áreas de sincronia entre nós. Tem sido ótimo explorá-las em conjunto.

Por que razão é importante transformar os conceitos científicos envolventes e divertidos?

Uma das coisas que mais ouvimos é que, embora os investigadores estejam muito entusiasmados com o seu trabalho, têm dificuldade em motivar os outros. É aí que entra a necessidade de preencher essa lacuna. A ciência pode ser bela, fantástica, revolucionária; mas, a menos que encontremos uma forma eficaz de mostrar isso às pessoas, muitas vezes não recebe a visibilidade que merece. A maioria das pessoas não vai entender – ou mesmo querer ler – um trabalho de investigação, por exemplo. Mas se pudermos pegar nos pontos principais desse artigo e transformá-los em algo simples, atrativo e cativante, essa investigação torna-se acessível a muito mais pessoas. Além disso, os estudos demonstraram que existe uma melhoria estatisticamente significativa na aprendizagem, recordação e retenção quando se utilizam recursos de vídeo em comparação com recursos baseados em texto.

De que forma podem os animadores de ciência ajudar a comunicação de investigações para o público?

Existe um conceito chamado ‘amplificação através da simplificação’, que sustenta a teoria por trás do uso de banda desenhada, desenhos animados e animações para comunicar e educar. Essencialmente, ele propõe que, se simplificarmos algo até ao seu centro e removermos distrações e informações supérfluas, seremos capazes de amplificar o que realmente importa. Vários estudos demonstram que a animação é usada para promover a aprendizagem e retenção, desde crianças pequenas, estudantes universitários, a agricultores em Moçambique com um nível de literacia limitado.

Há algo na tradução eficaz de conceitos científicos que considere mais importante num meio visual?

Voltando à ideia de ‘amplificação através de simplificação’; trata-se de destilar conceitos até à sua essência, e pensar em maneiras criativas de as mostrar num ecrã de forma a que não estejamos apenas a mostrar uma representação precisa, mas que atraia visualmente o espectador e atice a sua curiosidade. Em última análise suponho que, o que vai manter o espectador animado é o equilíbrio perfeito de precisão científica, apelo estético e simplicidade.

De que forma aborda a possibilidade de dar vida a conceitos abstratos ou invisíveis, como o efeito de estufa ou a transdução nervosa?

Temos uma equipa cheia de pessoas realmente criativas que tem ideias brilhantes de como visualizar conceitos abstratos. Isto pode significar encontrar metáforas visuais; por exemplo, recentemente produzimos uma animação sobre desinformação, onde representámos o mar de desinformação como isso mesmo: um oceano; e as técnicas para lidar com esta desinformação foram representadas com um bote salva-vidas. Para outras coisas, a dinâmica de uma animação ajuda muito a mostrá-las; por exemplo, um nervo que dispara um impulso pode ser visualizado como um flash de luz a percorrer um machado.

No futuro, acha que mais bolsas de investigação e programas vão exigir a comunicação da ciência através de um meio como a animação?

Imagino que cada vez mais organismos de financiamento irão estipular o requisito de uma disseminação mais abrangente fora da comunidade de investigação, mas não tenho a certeza de que cheguem ao ponto de ditar o formato que essa divulgação deve assumir. Dito isto, há cada vez mais provas de que o vídeo é mais utilizado do que outros formatos, aumenta a retenção e permite chegar a públicos mais jovens. Os vídeos são partilhados 1200% mais online do que textos ou as imagens; mais de 80% do tráfego da Internet é constituído por vídeos; e foi demonstrado que a animação aumenta significativamente a retenção de conhecimentos e melhora a compreensão. Com base nisto, penso que os financiadores poderão querer promover este meio para os esforços de comunicação.

Pode contar-nos mais sobre a sua visão para o futuro da Sci Ani?

Eu adoraria ver a Sci Ani tornar-se o fornecedor de referência para qualquer investigador que pretenda divulgar o seu trabalho de uma forma inovadora. Atualmente, estamos a fazer experiências nos bastidores para ver como podemos incluir mais interação e jogabilidade na nossa oferta: Penso que a equipa estará sempre empenhada em melhorar e expandir os nossos serviços. E também quero que continuemos a aperfeiçoar a nossa experiência de cliente. Sempre que alguém volta a trabalhar connosco, vejo isso como o melhor feedback que a nossa equipa pode receber.

Agradecimentos

Gostaríamos de agradecer a Emma por partilhar a sua visão connosco!

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